Candango! - Pinella Café

Bares e Cafés

Pinella Café

Texto: Bárbara de Alencar

Do aconchego da casa da vovó à boemia da noite brasiliense. Assim, as sócias e amigas Flávia Attuch e Marta Liuzzi inauguram outra unidade do Pinella Basília, na 408 norte. Com uma proposta diferente do bistrô homônimo, localizado na 116 Norte, o lugar é a nova opção para aqueles que preferem um ambiente reservado à muvuca das baladas noturnas.

Ocupando o mesmo espaço do antigo Café da Rua 8, o Pinella oferece um ambiente aconchegante, à meia luz, com música ambiente e capacidade para, no máximo, 70 pessoas. Na avaliação de Attuch, que já havia trabalhado com casas noturnas, “abrir um bar tem sido um desafio”. Entretanto, ela afirma que está satisfeita com o retorno. “O público tem elogiado bastante a comida e o atendimento.”

O cardápio também segue a proposta Comfort Food da primeira casa aberta pelas sócias: receitas caseiras, que lembram àquelas retiradas dos livros gastronômicos “secretos” da família. Porém, no estabelecimento inaugurado recentemente, são servidos novos pratos criados por elas, especialmente para o local. Segundo Flávia Attuch, a linha de salgados integrais e as massas (Sanfelice) são os únicos produtos não preparados lá.

Uma curiosidade do espaço é que todas as receitas levam nomes femininos. “São nomes de mulheres importantes na nossa vida ou na vida do Chico [Buarque]”, brinca. Um exemplo é a sopa de batata Olga, batizada com a graça da ex-sogra de Liuzzi. “É uma homenagem à nossas mulheres, nossas mães, tias, avós. Eu aprendi a cozinhar na beira da saia da minha mãe”, explica Attuch.

Entre as homenageadas, está a dona do Café da Rua 8, Eva Pimenta. O prato é uma releitura da famosa salada servida no antigo point brasiliense e é preparado com acelga, alface roxa, americana e crespa, tomate, cenoura, rabanete, pepino, repolho roxo e frutas da estação.

As opções mais pedidas são: o sanduíche Maria, com roast beef, queijo cheddar, tomate, picles e rúcula, no pão francês; a sopa de abóbora, gengibre e gorgonzola, receita que Attuch tomou emprestada de sua tia, chamada Graça; e o Trio da Dona Marisa, composto por um antepasto de berinjela, homus tahine e coalhada síria, servidos com pão sírio.

Outro hit da casa é a ambrosia inspirada na fórmula mágica da mãe de Marta Liuzzi, intitulada Dr. Eleuza. Ainda na linha das sobremesas, Flavia recomenda a torta Bárbara. “Fantástica”, exclama. O doce pecado, que ela conheceu em suas viagens ao exterior, é cremoso e leva quatro tipos de chocolate.

Para beber, os clientes encontram uma variada carta de cervejas especiais, nacionais e importadas de Bélgica, Alemanha e Itália. O Pinella também oferece opções de vinhos espanhóis, portugueses e italianos. Já os que preferem drinks podem experimentar o Célia, uma mistura de espumante e goiaba, criado pelo barman da casa e aprovado pelo público. A ideia surgiu após a amiga e cliente, Célia, pedir algo para beber que levasse a fruta em sua composição.

De acordo com Flávia, o café também traz apresentações de música ao vivo, ao longo da semana. Entretanto, para não causar problemas com a vizinhança, o som será desligado ou reduzido às 22h, impreterivelmente. “Não queremos incomodar. Queremos trabalhar direito. Ser respeitado e respeitar o espaço”, esclarece.

116 Norte – Diferentemente do novo estabelecimento, o Pinella localizado no fim da Asa Norte assemelha-se a um bistrô. É um espaço pequeno e aconchegante, que remete ao clima de casa da vovó. Todos os detalhes foram pensados sob o lema “comida que faz bem à alma”, segundo Attuch. Além do constante cheiro de pão de queijo e bolo, pois sempre há alguma deliciosa surpresa assando no forno, a decoração é singela. O ambiente é voltado para a quadra residencial, decorado com azulejos cor de rosa e delicadas louças.

Fotos: Divulgação

Serviço:
Pinella Brasília
Endereço: CLN 408 Bloco B loja 20 (antigo Café da Rua 8)
Telefone: (61) 3347 8334 (61) 3347 8334
Horário de funcionamento: Segunda a quinta, das 17h a 1h, sexta e sábado, das 17h às 2h.
Formas de pagamento: CC Visa e Master e dinheiro